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A Opinião com respeito: "AUXÍLIO JÁ" Por: Demétrius Faustino


Pelo andar da carruagem, se continuarmos sem emprego, sem renda e sem auxílio emergencial, e este, cujo último pagamento já ocorreu, não é difícil saber o que vai acontecer no Brasil. A pandemia além de gerar perda econômica, já que as estimativas do PIB para 2021 se reduzem a cada dia, continua amedrontando as pessoas, em razão da agressividade das novas linhagens do assustador coronavírus.

A limitação das atividades econômicas, aliada ao engessamento da máquina administrativa federal, aponta mais demissões formais e a interrupção das chances de quem labora informalmente. Sem esquecer dos que já estão esmorecidos, e que milhões de empregados do setor privado vêm amargando cortes de salários para manter seus empregos. Somente os super ricos recuperam perdas em tempo recorde, pois os mais pobres terão que esperar por um bom período. Tudo isto se deve à falta de planejamento.

Um novo auxílio emergencial é inadiável pelo menos até a chegada da vacinação em massa, sob pena do governo jogar os próprios eleitores na fome, e estes, no desespero, ir às ruas.

É verdade que a agenda governamental em 2021 não deve tratar somente disso, a exemplo da crise no setor industrial que exige ação imediata dos empresários e do governo para recuperar o tempo perdido e reverter a tendência de seu gradual enfraquecimento. Porém, o prestar socorro a classe econômica mais vulnerável do país é a tarefa mais urgente.

Somente com o crescimento da oferta de vacinas e a consequente celeridade da imunização em massa trarão um cenário de relaxamento das prevenções de funcionamento das empresas e o retorno gradativo dos empregos e das atividades informais. Com isso, a renda do trabalho tenderá a permutar até o fim de 2021, a renda do auxílio emergencial.

A impressão que temos atualmente, e isto é um problema, é o de que somos um país de sonâmbulos, incapazes de perceber o que acontece à nossa volta e, principalmente, o que nos aguarda pela frente, pois o Guedes que se insinuava a destruir os moinhos mais caros, por ora mal consegue dar palpites na formatação dos auxílios emergenciais. Acorda, Brasil!



João Pessoa, fevereiro de 2021.

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