• Redação

A PANDEMIA E SEUS EFEITOS NO SEGURO DE VIDA



Demétrius Faustino


Depois de alcançar a absurda marca de mais de trezentas mil mortes pelo coronavírus, cujo número ainda deve ascender, pois não se trata de um número definitivo; da existência de hospitais lotados e pessoas morrendo por falta de leitos, é que o Governo Federal começa a acordar e perceber que esse fato poderia ser significativamente atenuado se houvesse, desde o começo, a mínima vontade de sua parte, de coordenar o combate à pandemia.

E o pior é que novas variantes, cepas ou linhagens do vírus podem se multiplicar porque não temos (leia-se o governo federal) predisposição de vacinar a população com a rapidez necessária para obstaculizar sua evolução, devendo gerar consequências dramáticas para outras milhares de pessoas que também poderão perder entes queridos como mães, pais, esposas, maridos, irmãos, além de amigos, antes que a pandemia possa ser de alguma forma amenizada. A propósito, registre-se que atualmente já estamos entre os campeões, perdendo para os Estados Unidos e disputando na dianteira com México e Índia.

Esse quadro comovente tem impacto direto na economia, porquanto todas as atividades foram de alguma forma afetadas.

Um fato e que extraímos de pesquisas, é o de que entre os setores molestados pelo desenvolvimento da pandemia em 2020 e começo de 2021, até que a atividade seguradora se saiu bem se confrontarmos com a maioria das demais atividades. Nesse período de forte recessão, o setor do ponto de vista de crescimento econômico ascendeu pouco, mas ascendeu. Ao contrário de outros setores, que pelas suas características, acabaram se sentindo mais impactados pelo vírus e pelas manobras de contenção que essa situação exigiu.

Agora, o que pode ocorrer, é um choque direto do coronavírus na sinistralidade, pois trezentos mil mortos é um número muito elevado, apesar de representar um reles percentual do total de pessoas com planos de saúde privados que necessitam atendimento médico hospitalar.

As despesas das operadoras estão pressionadas é bem verdade, mas há outro ramo de seguro que também está: Os seguros de vida. Estes estão suportando óbitos que não foram previstos, calculados, pois não havia coronavírus, e, portanto, não havia a expectativa de trezentas mil mortes. E prognosticando que cinquenta mil mortos tivessem seguros de vida e que a indenização média foi de cinquenta mil reais, teremos um custo extra de dois bilhões e meio de reais suportados pelas seguradoras. Cremos, ser improvável, incerto que a soma das indenizações no decorrer de toda a pandemia atinja esse topo, mas esse exemplo é válido para mostrar o impacto que uma pandemia pode ter sobre uma atividade econômica.



João Pessoa, março de 2021.

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