• Redação

Aliados de Bolsonaro vencem eleições no Senado e na Câmara


O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de 44 anos, confirmou o favoritismo na noite desta segunda-feira e se elegeu, ainda em primeiro turno, como novo presidente do Senado.

Aliado de Bolsonaro e PT, Pacheco vence eleição no Senado

Pacheco é aliado do presidente Jair Bolsonaro e contava com o apoio de Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Foto: Gabriela Biló / Estadão



Pacheco foi eleito com um amplo apoio político: é aliado do presidente Jair Bolsonaro, contava com o apoio de Davi Alcolumbre (DEM-AP), agora seu antecessor no cargo, para o biênio 2021-2022, e até do PT. Conforme o Estadão revelou, o governo liberou um total de R$ 3 bilhões em verbas extras para deputados e senadores na esteira da negociação. Já Tebet concorreu de forma independente por não ter tido respaldo sequer da própria bancada.


Franco favorito, Pacheco conseguiu 57 votos, enquanto Simone Tebet teve 21 - três dos 81 senadores não compareceram à votação. Para ser eleito, um candidato precisava ter o apoio de pelo menos 41 senadores.


Com formação em Direito, Pacheco prometeu agir com independência em relação ao Planalto e fez um discurso de pacificação. Nos bastidores, a vitória era dada como certa antes mesmo da votação sigilosa, contando com o apoio não só de bolsonaristas, mas também de partidos da oposição. Católico, ele está no primeiro mandato como senador e presidirá o Senado até fevereiro de 2023.

Lira é eleito presidente da Câmara. Líder do Centrão obtém 302 votos e derrota candidato de Rodrigo Maia, Baleia

Foto: Dida Sampaio / Estadão


Apoiado pelo Palácio do Planalto, o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) foi eleito nesta segunda-feira, 1.º, presidente da Câmara para o período 2021-2023, com 302 votos, após uma disputa marcada por traições, recuos e denúncias de compra de votos. A escolha de Lira representa a vitória do Centrão, grupo de partidos conhecido pela prática do 'toma lá, dá cá', e um novo capítulo para o governo de Jair Bolsonaro, que aposta em uma agenda mais conservadora do que liberal para conquistar novo mandato.


A eleição do líder do Centrão para o comando da Câmara e de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado também muda a correlação de forças políticas para a disputa de 2022. Após quatro anos e sete meses à frente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sofreu uma derrota política ao não conseguir eleger Baleia Rossi (MDB-SP) como sucessor e ver o DEM, seu partido, se reaproximar do presidente. Baleia obteve 145 votos.


Em seu discurso de despedida, Maia chorou. "A partir desta eleição, o passado ficou para trás e nós precisaremos, unidos - eu na planície, no plenário, com muito orgulho - com cada um de vocês, construir o futuro do Brasil. Não pelos próximos dois anos, mas para os próximos 20 anos", disse ele, ao tirar a máscara de proteção para enxugar as lágrimas.

O desfecho da queda de braço na Câmara ameaça deixar cicatrizes no projeto de uma frente ampla de partidos, articulada por Maia e da qual o DEM fazia parte, na tentativa de derrotar Bolsonaro. O presidente quer ver o Congresso investindo na agenda de costumes e na pauta armamentista. De acordo com seus auxiliares, ele está muito mais interessado nesses temas do que em privatizações e reforma administrativa. Lira e Pacheco também se comprometeram a barrar a criação de uma CPI para investigar falhas na condução da crise de covid-19.

terra.com.br

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