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"As Mãos do Meu Pai" – Mário Quintana



Presume-se que a origem seja a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria esculpido em argila o primeiro cartão comemorativo ao pai , desejando sorte, saúde e longa vida a seu genitor, o rei babilônico Nabucodonosor. A primeira comemoração efetiva aconteceu em 19 de junho de 1910 ,nos Estados Unidos . Sonora Louise Dodd, filha de um veterano da guerra civil desejava homenagear seu pai, William Jackson Smart. Que depois da morte da esposa teve que assumir integralmente a criação de Sonora e seus irmãos. A primeira homenagem ao veterano foi feita em 19 de junho de 1909,dia do seu aniversário , na cidade de Spokane, estado de Washington.

A prática se espalhou por diversos estados norte-americanos Entretanto, em 1966 foi transferida para o terceiro domingo de junho e oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972 , No Brasil a data foi comemorada pela primeira vez em 16 de agosto de 1953 , por iniciativa do publicitário Sylvio Bhering. Diretor do jornal e rádio O Globo com objetivos, puramente comerciais . A data escolhida foi o dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953.


A transferência para o segundo domingo de agosto aconteceu anos depois, permanecendo assim até os dias de hoje. Abaixo a nossa singela homenagem a todos os pais ausentes e presentes;


As Mãos do Meu Pai – Mário Quintana


“As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis

sobre um fundo de manchas já cor de terra

— como são belas as tuas mãos —

pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram

na nobre cólera dos justos…

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,

essa beleza que se chama simplesmente vida.

E, ao entardecer, quando elas repousam

nos braços da tua cadeira predileta,

uma luz parece vir de dentro delas…

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,

vieste alimentando na terrível solidão do mundo,

como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?

Ah, Como os fizeste arder, fulgir,

com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida

que transfigura das tuas mãos nodosas…

essa chama de vida — que transcende a própria vida…

e que os Anjos, um dia, chamarão de alma…”


EDITORIAL


Texto Poético: Mario Quintana

foto: Ilustrativas

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