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Bach volta a garantir Olimpíadas de Tóquio: “Não perdemos tempo com especulações”

Presidente do COI afirma que notícias infundadas atrapalham preparação de atletas: "Não estamos focados se os Jogos vão acontecer. Estamos focados em como vão acontecer"

Thomas Bach em coletiva de imprensa nesta quarta-feira — Foto: Reprodução


Após uma reunião durante esta quarta-feira com a cúpula do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach voltou a garantir a realização das Olimpíadas de Tóquio, em julho deste ano. Em coletiva de imprensa virtual com jornalistas de todo o mundo, o presidente da entidade criticou as especulações em torno do cancelamento dos Jogos ou até mesmo da mudança de local do evento.

– Estamos concentrados e comprometidos em entregar os Jogos de Tóquio. Após conversas com federações e de receber documentos de atletas, podemos ver que todos estão apoiando os Jogos. A organização dos Jogos é extremamente complexo, ainda mais depois de um adiamento inédito e nessas condições. Não há pistas de como se fazer, estamos aprendendo todos os dias. – A luta contra o vírus é dura, mas com determinação, vontade de vencer e trabalho duro todos os dias e força física e mental, vamos conseguir vencer. Ninguém, nesse momento, pode prever a condição de saúde de todos os comitês na época dos Jogos. Nem mesmo o mais promissor dos cientistas. Naturalmente e infelizmente, claro, gera muitas especulações. E essas especulações estão prejudicando a preparação dos atletas. Especulações sobre cancelamento, plano B, tudo. Sobre a mudança para 2032, eu diria boa sorte na hora de discutir isso com atletas que estão se preparando para Olimpíadas em 2021. Sobre a mudança de cidade, todo mundo sabe da complexidade sabe que não é possível. Por todas essas razões, não estamos perdendo tempo em especulações. Estamos completamente concentrados na cerimônia de abertura. Não estamos focados se os Jogos vão acontecer. Estamos focados em como vão acontecer. Bach, no entanto, afirmou ainda não ser possível se o evento contará ou não com público nos ginásios. – Eu não posso dizer. Porque nossa prioridade é garantir a segurança dos Jogos. Vamos fazer tudo o que for preciso para garantir isso. Nós vamos respeitar nossos princípios, nossa primeira prioridade.


População japonesa é contrária à realização dos Jogos — Foto: REUTERS/Issei Kato

O presidente do COI afirmou que a primeira versão do livro de medidas de segurança que serão adotadas em Tóquio deverá ser enviada para as federações e para os comitês no início de fevereiro. Os guias serão direcionados a atletas, patrocinadores, oficiais, mídia e locutores. As regras podem exigir quarentena no país de origem. Um teste negativo será necessário antes de entrar no avião. Haverá mais testes na chegada ao Japão, transporte em veículos designados e mais testes diários na Vila dos Atletas, que – como as arenas – se transformará em uma “bolha”. – Estamos seguindo as orientações das autoridades de saúde. E, nessas consultas, podemos dizer que é muito cedo para dizer quais medidas serão as certas. Então, pedimos paciência e compreensão de todos. Em breve nós vamos poder divulgar a primeira versão do livro de regras de proteção a todos. A primeira versão será apresentada aos comitês e federações no início de fevereiro. Esses livros são um trabalho em andamento. Por isso precisamos de paciência. Muitas pessoas no Japão, que está parcialmente em estado de emergência, continuam céticas quanto a sediar as Olimpíadas em meio ao recente ressurgimento de infecções. As últimas pesquisas indicaram que a grande maioria da população do país é contra a realização dos Jogos. Bach admitiu a pressão, mas voltou a garantir que os estudos do COI apontam para a realização segura dos Jogos. – Nossa tarefa é organizar os Jogos, não cancelar. Nossa tarefa é fazer com que os sonhos dos atletas se tornem reais. Por isso estamos trabalhando dia e noite. E por isso não estamos trabalhando com especulações. Nossa responsabilidade é olhar além. Nós temos várias boas razões para não focar se vamos ter as Olimpíadas, mas em como. Nós temos a vacinação, nós temos novos testes rápidos, nós temos as medidas de segurança. É por isso que o governo japonês e o COI, baseado em fatos e experiências, estamos tão comprometidos. Não estamos assim do nada ou apenas na esperança. Temos motivos sólidos. O Japão, com uma população de cerca de 126 milhões, planeja iniciar a vacinação contra o coronavírus no final de fevereiro, começando com a equipe médica. Ele deve receber 310 milhões de doses de vacina da Pfizer, Moderna e AstraZeneca, o suficiente para imunizar todos os cidadãos. Bach afirmou ter apoiado a vacinação de atletas, mas sem que haja prejuízo para o restante da população. – Nós sempre deixamos claro que não somos a favor de atletas pularem a fila da vacinação. Os primeiros precisam ser os de maior risco e as pessoas que mantêm a nossa sociedade viva. Esse é o nosso princípio. Em relação a uma harmonização, claro que seria fantástico se a pandemia tivesse uma resposta mundial. Mas precisamos encarar a realidade, que cabe a cada governo em relação à vacinação e ao acesso. É por isso que nós falamos com os comitês para entrarem em contato com os governos para discutir qual o tempo adequado. A vacinação não é uma bala de prata que vai resolver tudo, mas faz parte da resolução. Por isso encorajamos a todos que puderem que tomem a vacina.

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