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CBF apresenta Relatório Operacional da Comissão Médica Especial do futebol durante a pandemia

Em videoconferência nesta quarta-feira, Comissão Médica Especial da CBF apresentou evidências do retorno seguro das competições de futebol no Brasil organizadas pela CBF.


(clique para ver a íntegra do Relatorio apresentado pela equipe medica da entidade).




O Secretário-Geral Walter Feldman mediou uma videoconferência que exibiu os resultados do protocolo sanitário implementado pela CBF ao longo da retomada das competições da temporada 2020, que evidenciam a segurança que a entidade tem para manter a realização dos jogos de futebol no país.

Na mesa virtual, Walter Feldman foi acompanhado por: Jorge Roberto Pagura, Presidente da Comissão Nacional de Médicos de Futebol; Clóvis Arns, infectologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia; Carlos Starling, infectologista e epidemiologista, Diretor da Sociedade Mineira de Infectologia e Consultor Científico da Sociedade Brasileira de Infectologia e membro do Comitê Assessor da Prefeitura de Belo Horizonte para gestão da Pandemia de Covid-19; Bráulio Couto, Epidemiologista, Doutor em Bioinformática e Professor do Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH; e Roberto Nishimura, Médico do Esporte e Coordenador Operacional da Comissão Médica Especial da CBF.

"Apresentamos a aplicação do protocolo sanitário – com a convicção ainda mais forte, que já tínhamos do ponto de vista teórico naquela oportunidade, em agosto, quando retomamos. Mas agora com a convicção na prática, de que o futebol é seguro, controlado, responsável e tem toda as condições de continuar", falou Walter Feldman na abertura da videoconferência.


O trabalho da CBF com o protocolo sanitário para a Covid-19 começou em março de 2020, assim que as competições do futebol brasileiro foram paralisadas. Foram cerca de quatro meses sem jogos de futebol, com a realização de seminários com infectologistas, pesquisadores das universidades e 142 médicos de clubes, além dos médicos das seleções principais adulta e base. O resultado dessa intensa troca de experiências foi a publicação do Guia Médico de Sugestões Protetivas para Retorno às Atividades do Futebol Brasileiro, em junho de 2020, e, posteriormente, a elaboração da Diretriz Técnica Operacional para o Retorno do Futebol.

Com constante estudo e atualização das evidências científicas, a Comissão Médica Especial da CBF trabalhou pela coordenação e execução das medidas protetivas preconizadas no Guia Médico, com a gestão dos resultados dos testes RT-PCR obrigatórios antes de cada partida, em reuniões científicas semanais com o comitê científico, composto por infectologistas e epidemiologistas.

A Diretriz Técnica Operacional foi um documento gerado a partir de alguns pilares estabelecidos pelo protocolo médico, como: a realização de inquéritos epidemiológicos e testes RT-PCR; a avaliação clínica diária pelo médico do clube; testes RT-PCR em indivíduos assintomáticos em média a cada 3 dias; testes na equipe de arbitragem; afastamento dos casos positivos, com isolamento respiratório mínimo de 10 dias a contar da data da coleta do exame RT-PCR e liberação do atleta através do envio de laudo médico para análise da Comissão Médica Especial da CBF; retorno de jogadores com casos positivos após monitoramento do médico do clube através do inquérito epidemiológico; controle da área sensível dos estádios e arenas; além de campanhas de conscientização e seminários com atletas e comissões técnicas dos clubes para reforçar as medidas protetivas

Esse trabalho permitiu que as competições organizadas pela CBF pudessem voltar a ser realizadas com a retomada da Copa do Nordeste, no dia 22 de julho, em formato especial no estado da Bahia. A Copa do Nordeste foi seguida pelo início dos Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e D, das categorias de base, do Brasileiro Feminino A-1 e A-2, da Copa do Brasil e das demais competições organizadas pela CBF.

Os dados apresentados pela CBF configuram o maior estudo sobre a realização do futebol durante a pandemia de Covid-19 em todo o mundo. No total, foram realizadas mais de 89 mil testes, com o monitoramento de 13.237 atletas entre todas as competições. A taxa de testes com resultados positivos foi de 2,2%. O acompanhamento dos jogadores também contou com a análise de 116.959 inquéritos epidemiológicos e 4.860 planilhas de jogos.

"Trabalhamos em conjunto para que pudéssemos realizar a nossa atividade. Nós somos médicos, treinados para salvar. Não há nada mais importante do que a vida. Reconhecemos também os problemas de ordem social muito graves com perda de emprego e diminuição de atividades. Então resolvemos unir o que estamos acostumados a fazer, que é preservar a saúde de qualquer maneira, e tentar elaborar um protocolo que preenchesse alguns preceitos. Primeiro: segurança de todos. Segundo: controlabilidade. Terceiro: manutenção de atividades. Isso norteou, realmente, o nosso trabalho", declarou Jorge Pagura.

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