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Corpo de Paolo Rossi é velado por família e amigos próximos em Siena


O ex-atacante italiano Paolo Rossi será velado no Hospital Santa Maria alle Scotte, em Siena, apenas por familiares e amigos próximos devido às medidas de contenção contra a pandemia do novo coronavírus.

Paolo Rossi na final da Copa de 1982, contra a Alemanha Foto: Divulgação / Fifa / Ansa


"Pablito", que lutava contra um câncer de pulmão, faleceu no hospital toscano na madrugada de quarta (9) para quinta-feira (10), aos 64 anos de idade.


O caixão deve deixar o Santa Maria alle Scotte na manhã de sexta (11), e o funeral está previsto para sábado (12), na Catedral de Vicenza, cidade à qual Rossi era bastante ligado devido à sua passagem pelo Lanerossi Vicenza, entre 1976 e 1979.


"Estamos tentando nos organizar para fazer um evento de tal magnitude neste momento", comentou o prefeito Francesco Rucco à emissora pública Rai1.


Trajetória

O "bambino d'oro" ("menino de ouro") é lembrado como um dos maiores carrascos da história da seleção brasileira, após ter marcado três gols na vitória por 3 a 2 que eliminou da Copa de 1982 o histórico esquadrão comandado por Telê Santana e que contava com Toninho Cerezo, Júnior, Falcão, Sócrates e Zico.

Aquela gloriosa tarde de 5 de julho para a Itália ficou conhecida entre os brasileiros como a "tragédia de Sarriá", nome do antigo estádio do Espanyol, e abriu caminho para a Azzurra faturar o tricampeonato mundial, superando Polônia (2 a 0) na semifinal e Alemanha Ocidental na decisão (3 a 1).

Paolo Rossi terminaria a Copa de 1982 como artilheiro, com seis gols, e vencedor da Bola de Ouro do torneio, porém foi muito mais do que um algoz do Brasil.

Rossi começou a carreira profissional na Juventus, em 1973, mas antes de se tornar ídolo bianconero passou por Como, Lanerossi Vicenza e Perugia. Após voltar à Velha Senhora, faturou dois títulos na Série A (1981/82 e 1983/84), um na antiga Copa dos Campeões (1984/85), precursora da Champions League, uma Supercopa da Uefa (1984) e uma Copa da Itália (1982/83).

Antes de pendurar as chuteiras, Rossi ainda passaria por Milan e Hellas Verona, mas sem destaque. Pela Azzurra, o atacante atuou em 48 partidas entre 1977 e 1986, marcando 20 gols. Na aposentadoria, o ex-jogador se tornou comentarista em canais esportivos, atividade que exercia até sua morte.

Sua carreira também teve uma passagem polêmica, quando "Pablito" foi suspenso por dois anos, em 1980, acusado de participação em um esquema de manipulação de resultados na época em que atuava no Perúgia - o gancho terminou pouco antes da convocação para a Copa de 1982.

Nascido em Prato, em 23 de setembro de 1956, Rossi deixa sua esposa, Federica, e três filhos: Alessandro, Maria Vittoria e Sofia.

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