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Crime de Expedito Pereira: MP cita ‘prova incontestável’ e apresenta denúncia contra acusados



O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou à Justiça os três acusados de participar da execução do ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, em dezembro do ano passado. Um dos denunciados é Ricardo Pereira, sobrinho da vítima. O documento foi assinado pelo promotor Marcus Antonius da Silva Leite nesta quarta-feira (10). Além de apresentar novas informações sobre o crime, o órgão ministerial pede que a prisão temporária dos três acusados seja transformada em prisão preventiva em razão da gravidade dos crimes apontados na denúncia.

“Considerando que aos denunciados é imputado o crime de homicídio duplamente qualificado, delito grave, na verdade hediondo, que revela, por si, a periculosidade dos agentes, mormente pela maneira como foi perpetrado, o possível desdobramento político e cometimento de crimes financeiros e outras fraudes contra a inditosa vítima (pendentes de investigação), além de informações constante dos autos acerca da má conduta dos denunciados, REQUER o Ministério Público a conversão da PRISÃO TEMPORÁRIA em PRISÃO PREVENTIVA de LEON NASCIMENTO DOS SANTOS, GEAN CARLOS DA SILVA NASCIMENTO e JOSÉ RICARDO ALVES PEREIRA”, diz a denúncia, obtida em primeira mão pela reportagem do Polêmica Paraíba.


As investigações apontam diversas informações relativas a condutas criminosas praticadas pelos denunciados José Ricardo e Gean Carlos quanto a dilapidação do patrimônio de Expedito Pereira, incluindo fraudes e furtos relativos a bens imóveis, veículos, saques bancários e valores subtraídos do cofre da vítima. “Em razão das inúmeras fraudes cometidas contra o político, os denunciados José Ricardo e Gean Carlos arquitetaram a morte de Dr. Expedito, ordenando que Leon executasse o crime, chegando, inclusive, a levá-lo até um clube de tiro, dias antes do fato, para praticar a mira”, diz o texto.

A denúncia confirma que o denunciado Léon confessou a autoria delitiva, narrando, com riqueza de detalhes, toda a empreitada criminosa dos três imputados para o cometimento do crime. Segundo o MP, “O fato de o crime ter ocorrido para encobrir a dilapidação dos bens da vítima, caracteriza a qualificadora para assegurar a ocultação de outro crime. Ainda, dessume-se que o recurso utilizado impossibilitou a defesa do ofendido, que foi atacado de surpresa”, disse.

O ex-prefeito Expedito Pereira foi morto na manhã do dia 9 de novembro. Conforme imagens de câmeras apresentadas aos investigadores, Expedito andava sozinho na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, quando o suspeito em uma moto se aproximou e atirou nele, fugindo em seguida. O crime ocorreu às 9h13.


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