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Dirigente do Flamengo nega motivação política e diz que Rafinha não encaixa no orçamento

BAP afirma: "Esportivamente, o Rafinha é uma unanimidade no Flamengo. Quem não ia querer? O que ele entende ter sido a razão para ele não jogar no Flamengo não é a realidade"


A negociação frustrada com Rafinha e as acusações do jogador movimentaram os bastidores do Flamengo. Em entrevista ao canal "Debate Rubro Negro", o vice de relações externas do clube, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, garantiu que o motivo para o jogador não ter sido contratado foi financeiro.

Gustavo Oliveira, Bap, Marcos Braz e Rodolfo Landim, dirigentes do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Ao "Seleção SporTV", Rafinha disse que foi vítima de uma "guerra política" entre o futebol e o alto comando do clube, do qual Bap faz parte ao lado de outros vices e do presidente Rodolfo Landim. O jogador rejeitou a justificativa de que seu veto foi motivado pela parte financeira. - Essa tentativa de se criar uma narrativa diferente visa esconder a realidade. A pandemia afetou de maneira dramática, já é uma realidade. Fizemos o orçamento com premissas desafiadoras, todos no clube sabem. Não podemos assumir novos compromissos. Esportivamente, o Rafinha é uma unanimidade no Flamengo. Quem não ia querer? O que ele entende ter sido a razão para ele não jogar no Flamengo não é a realidade. A própria nota oficial do Flamengo diz isso - disse BAP. A batalha interna no caso Rafinha deixou mais escancarado o desencontro entre o Ninho do Urubu e a Gávea. Embora seja uma um cenário mais complexo, com diversos personagens, Braz e BAP acabam personificando o duelo. - Sobre minha relação com Marcos Braz, ela no dia a dia é boa. Não concordamos com tudo. Esportivamente, sou a favor da contratação do Rafinha, mas hoje não temos condições. A quem interessa essa divisão? Tem que perguntar a quem cria esse tipo de versão para fazer uma cortina de fumaça para esconder a realidade disse o vice de relações externas e membro do conselho do futebol. Na entrevista, BAP respondeu sobre ser alvo de críticas, e disse que pelo fato de o ano ser de eleição no Flamengo, tudo fica mais pesado. - Isso acontece mais em anos eleitorais, e eu lido com naturalidade. É um jogo político pesado, e tenta-se atacar os pilares da gestão. Não me envolvi no Flamengo para fazer amigos, estou lá para servir ao Flamengo. Quem está dentro do clube, sabe quem é quem.

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