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Ex-atletas irmãs gêmeas e mãe morrem de covid em intervalo de 19 dias


Duas gêmeas de 42 morreram por complicações da covid-19 em um intervalo de uma semana, em Macapá. Patrícia e Alessandra Pimentel eram ex-atletas de vôlei em campeonatos amadores. Ambas perderam a mãe, a servidora pública Áurea Pimentel, de 65 anos, também em decorrência do novo coronavírus.


Todas estavam internadas no HU (Hospital Universitário), unidade onde são atendidos pacientes graves com covid-19 na capital do Amapá. As gêmeas morreram sem saber da perda da mãe, que ocorreu em 22 de março.


As três familiares estavam intubadas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desde o início de março. Depois da morte da mãe, Alessandra faleceu em 3 de abril. Já Patrícia morreu hoje, em Macapá. As gêmeas atuavam como autônomas. Alessandra era casada e deixa duas filhas crianças, enquanto Patrícia era solteira e sem filhos.

O funcionário público, Marcel Oliveira, de 37 anos, conhecia as gêmeas desde a infância, sendo muito próximo das vítimas. Ele conta que a primeira a se infectar foi a mãe das irmãs durante uma internação no hospital para tratar a amputação de uma perna em decorrência de diabetes. “A mãe delas estava há um ano dentro de casa, pois as gêmeas a protegiam, já que era diabética. Só que a doença complicou e precisou ser internada, pegando a covid-19 enquanto estava no hospital. Como as meninas cuidavam dela, acabaram também pegando”, relata.

Oliveira comenta que as gêmeas eram conhecidas no vôlei em âmbito local, pois representaram o Amapá em competições nacionais e atualmente praticavam a modalidade por lazer. As irmãs também tinham a marca de serem bastante próximas. “Elas são daquelas gêmeas que, quando uma sente alguma coisa, a outra também acaba sentindo. Isso fazia a gente temer que as duas morressem, caso uma delas perdesse a vida. Acabou que as três faleceram”, lamentou.

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