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Fatalidade, o gosto amargo do esporte…

Alegria, euforia, superação, não é só assim que o esporte se emociona. Tragédias, grandes perdas, comoção popular, histórias impactantes adicionadas a um grande teor de fatalidade completam esse conjunto de emoções:


Manchester United (Inglaterra)

6 de fevereiro de 1958, o acidente de Munique , um voo fretado da Britânica British Airways partiu de Belgrado levando o Manchester United e sob um forte temporal, após duas tentativas de decolagem , veio a cair na pista de pouso coberta pela neve no aeroporto alemão . A tragédia deixou 23 mortos e teve como sobrevivente o ainda jovem Bobby Charlton, autor de 249 gols em 758 partidas pelo Manchester United e ao lado de George Best e Denis Law, formariam um trio mortal que ficou conhecido como “Santíssima Trindade”. Vencedor no campeonato inglês (1957,65 e 67) e Champions League (1967/1968), conquistando também, a polêmica copa do mundo de 1966 pela seleção inglesa. Bobby Charlton, dado como morto sobreviveu se ergueu e se tornou o maior jogador da história do Manchester.







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Chapecoense (Brasil)

Em 28 de novembro de 2016, o avião da empresa Lamia, levando a delegação da Chapecoense para Medellin, Colombia , cairia , deixando um triste e sombrio recorde mundial de 71 mortos e seis sobreviventes. Decolou de Santa Cruz de La Sierra, e acabou caindo pouco antes de pousar no Aeroporto José Maria Córdoba. Segundo as autoridades, a queda foi motivada por falta de combustível. Aeroportuários, aviação civil e Lamia foram apontados como culpados por graves falhas técnicas , a empresa aérea não se preparou devidamente para o trecho internacional. Os seis sobreviventes da tragédia tentam retomar suas vidas. São os casos de Alan Ruschel, Jakson Follmann, Neto, Rafael Henzel, Erwin Tumiri e Ximena Suarez. Alan conseguiu voltar aos gramados e tem atuado normalmente pela Chapecoense.



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Torino (Italia)

4 de maio de 1949, data marcada pelo acidente aéreo que deixou 31 mortos na região de Turim, na Itália. Entre as vítimas, estava à delegação do Torino, regressava de Lisboa, em Portugal, onde enfrentou o Benfica. O episódio abalou profundamente a Itália e cerca de 500 mil pessoas compareceram ao funeral, que aconteceu dois dias depois fechando o capítulo mais doloroso já visto por um clube de origem italiana.



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Alianza de Lima (Peru)

Em 8 de dezembro de 1987, o Alianza Lima tornou-se vítima da maior tragédia do futebol peruano, quando o voo que retornava de Pucallpa, caiu no Oceano Pacífico, perto do aeroporto de Lima. 43 mortes, inclusive todos os 16 jogadores e a comissão técnica. A equipe liderava o campeonato e amargava um jejum de títulos de nove anos. Carlos Bustamante, autor do último gol da equipe, e jovem Luiz Antônio Escobar. Estavam entre as vítimas, faleceram também, Marcos “Chueco” Calderón, campeão da Copa América de 1975 e grande arqueiro José "Caicó" Gonzalez Ganoza, tio do atacante Paolo Guerrero. O Colo Colo, também vítima de um acidente aéreo, cedeu vários atletas para que a esquadra blanquiazul finalizasse o campeonato. Na despedida das vítimas, no estádio Alejandro Villanueva, estava exposto à bola do último jogo em Pucalipa, que o mar respeitosamente devolveu intacta no acidente.


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Ayrton Senna (Brasil)

1º de maio de 1994, domingo de sol e feriado nacional, dia de Fórmula 1, Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, o piloto brasileiro tri campeão mundial, Ayrton Sena da Silva, herói único e lendário no universo do circo da fórmula 1, pagou o preço do pódio mais alto com sua vida. Com uma corrida reiniciada e ao entrar na sétima volta, Senna fez o melhor tempo da prova, abrindo em relação a Schumacher e iniciara o que seria a sua última volta na F1; na curva Tamburello, o seu carro perdeu o controle, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de 300 km/h (195mph) para cerca de 200 km/h (135mph). Por um momento, a cabeça de Senna se mexeu com os olhos abertos levemente e poucas horas depois, foi declarado morto. A vitória de Sena foi de que a segurança passou a ser considerada primordial e a fórmula 1 conseguiu passar 20 anos sem mortes com o novo protocolo.

O esporte é cativante pelos seus grandes momentos de alegrias e superações, mas mesmo com retraços amargos e impactantes, nos ensina e nos emocionam através de ídolos, ações, reações, gestos e fatalidades.



Fonte: Pesquisa Epitácio Dantas

Fotos: Arquivos do google

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