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"Independência ou Morte presunção ou execução" Por Epitácio Dantas.



Uma série de eventos pontuais entre 1821 e 1824,foi assim a nossa Independência do Brasil até o reconhecimento oficial por Portugal e Reino Unido (1825), através do tratado de Amizade. A expulsão dos portugueses em 1821 em Pernambuco e a Independência da Bahia (02 de Julho de 1823) apresentam-se como primordiais relatos da nossa vitória mostrando não ser um grito uniforme de heroísmo uno com o fim martirizador, mas uma situação multifatorial para a libertação nacional.


A maçonaria foi muito importante no processo de Independência, Joaquim Gonçalves Ledo, José Clemente Paiva, José Bonifácio de Andrade e Silva convenceram D. Pedro a adesão à causa, em 13 de agosto de 1822, Leopoldina da Áustria nomeada Princesa Regente do Brasil assinou a carta de separação e Pedro recebendo a notícia da ruptura “proclamou o suposto “Independência ou Morte!”. Foi durante esta viagem à São Paulo que Pedro viu pela primeira vez Domitila de Castro, que depois tornou-se Marquesa de Santos.

Sobre o quadro “Independência ou Morte”, é improvável que Pedro teria uma aparência sudável e ereta uma vez acometido de correntes crises de disenteria, no 7 de setembro, narradas pelo historiador Otávio Tarquínio de Sousa: “Suas funções intestinais acusavam distúrbios impertinentes, que o obrigavam a alterar o ritmo da marcha, a separar-se da comitiva, em paradas incoercíveis, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, recorreu a curioso eufemismo para disfarçar o caráter rudemente prosaico do incômodo de D. Pedro, informa que” isso forçava a apear-se da montaria a todo o momento” para prover-se”.  D. Pedro recebeu a notícia da ruptura e supostamente proclamou o famoso “Independência ou Morte!”.



Segundo o conselheiro imperial Joaquim Inácio Ramalho , D. Pedro “aceitou” a proposta de confecção do quadro “Independência ou Morte “ recebendo Pedro Américo (paraibano da vila Brejo d'Areia ) , a quantia de trinta e seis contos , pintada na cidade de Florença. O casebre retratado no quadro foi construído por volta de 1884, portanto muito tempo depois da proclamação da independência e os cavalos eram improváveis (viajava-se de mulas à época ). Pedro Américo(que teve seus estudos financiados por D. Pedro na Europa) não testemunhou a proclamação , sequer tinha nascido quando aconteceu a independência e tampouco se preocupou em fazer um real e fidedigno relato, mas uma figuração de coragem e valentia monarquiais , não podendo se atribuir a palavra fraude ao quadro do paraibano , pelo seu caráter único e histórico .




Fontes: Wikipédia, Google,  SOUSA, Otávio Tarquínio de. “A vida de Dom Pedro I”. Ensinar História – Joelza Ester Domingues

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