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Manaus acionará o STJD ao alegar que o Treze se recusou a concluir partida após confusão com a PM

Presidente da equipe amazonense, Luis Mitoso, explica que ainda havia tempo de acréscimos a ser jogado e, por isso, clube deve entrar com uma Notícia de Infração contra a equipe paraibana



O presidente do Manaus, Luis Mitoso, anunciou na noite desta terça-feira, dia 15, que o clube vai entrar com uma Notícia de Infração (NI) no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo fato de o Treze-PB ter se recusado a concluir a partida contra o esmeraldino, que terminou no empate em 1 a 1 na última segunda-feira, dia 14, pela sexta rodada da Série C do Brasileiro.

Nos relatório do árbitro e do delegado da partida, de acordo com nota do Manaus, constam que os jogadores do clube paraibano foram confrontar os policiais militares e que ato contínuo revidaram com spray de pimenta. Após toda a confusão e restaurados os ânimos, os jogadores do time visitante se recusaram a continuar o jogo. Luis Mitoso explica que que a NI vai se basear no Art.205 do Código de Justiça Desportiva, que diz: "impedir o prosseguimento de partida que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma." Neste caso, a pena é a "perda dos pontos em disputa em favor do adversário, na forma do regulamento", segundo o artigo. Para o dirigente, o Art.205 pode e deve ser aplicado ao que aconteceu na Arena da Amazônia, uma vez que o tumulto foi provocado pelos próprios jogadores do Treze-PB, após o gol de empate marcado pelo atacante Matheuzinho, do Gavião do Norte, aos 52 minutos do segundo tempo. "O árbitro da partida havia dado dez minutos de acréscimos e quando o Matheuzinho fez o gol só havia se passado sete dos dez minutos de acréscimos. Faltavam ainda três minutos para o fim do jogo. E olha que dentro desses três minutos poderia haver ainda mais acréscimos por conta de tudo que aconteceu, a cera dos jogadores e tudo mais. Então o Manaus FC vai entrar com essa Notícia de Infração junto ao STJD", Luis Mitoso, presidente do Manaus. Segundo Mitoso, o árbitro chamou os capitães para retomar a partida depois da confusão e que o Treze, como relatado na súmula, disse que o time não tinha “condições de continuar” a partida. - A pergunta feita pelo árbitro foi muito clara: "Vamos continuar o jogo? Pelo Manaus foi dado o "ok", pela parte do Treze eles disseram que não haveria condições de continuar a partida. Já havia se passado mais de quinze minutos daquele tumulto, deu bastante tempo para recuperar tanto o emocional como também dos efeitos do spray e, como o Treze abdicou de continuar o jogo, quem perdeu como isso foi o Manaus - pondera. - Com tal atitude dos jogadores do Treze, tipificado está a conduta prescrita no Art .205 do CBJD. Houve prejuízo enorme para o Manaus, e não só para o Manaus, mas para a competição em si - finaliza o dirigente.

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