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O ESPORTE É COMIGO: Cariocorona, a nova Pandemia do futebol

Atualizado: 27 de Jun de 2020

CARIOCORONA, a nova Pandemia do futebol ….



O retorno do Campeonato Carioca, com vitória do Flamengo sobre o Bangu, por 3 a 0, no

Maracanã, evidenciou a polêmica do "amadorismo" na direção do futebol fluminense. O Prefeito Marcelo Crivella depois da liberação suspendeu parcial e atabalhoadamente, as competições até a próxima quinta-feira (25). No entanto, o político confirmou a realização dos jogos do Flamengo e Vasco,

Podendo ser apelidada de Cariocorona, uma nova onda renasce no futebol brasileiro, não sendo oriunda de qualquer outro lugar no mundo, com características exclusivamente nacionais e sem perigo de propagação, pois se mostra assintomática e materialmente regionalizada no desorganizado futebol brasileiro, tendo o berço carioca como hospital de campanha. Mais umas trapalhadas dos gestores do Rio de Janeiro, que vez ou outra acertam, mais sempre aparecem com soluções mágicas, amorais e antiéticas, articulando formulas e mapas obscuros para o esporte mais popular do planeta.

Até hoje, perguntamos como conseguimos ser o maior vencedor mundial e ter na elite do futebol, craques como Garrincha, Pelé, Jairzinho, Romário, Ronaldinho entre muitos…, se com maior velocidade fabricamos problemas e transtornos!

Witzel, Marcelo Alencar e Rubens Lopes, os novos Trapalhões, estão nos mostrando como não fazer futebol, passando por cima dos protocolos morais de preservação das vidas humanas. Em um espaço mínimo de tempo, foram emitidos certidões, documentos e pareceres para colocar em campo perigosamente a saúde de seres humanos, com interesses nada claros para o povo brasileiro, Colocar o futebol, nossa maior marca, em campo sem nenhuma visibilidade (público , mídias ,torcida e marcas ) e posteriormente parar durante cinquenta dias seguidos sem atividades , é simplesmente improvável e circunstancial . Expor o Flamengo que está passando por momentos não humanísticos causados pela negligencia com “os garotos do ninho do urubu”. O Vasco, Botafogo e Fluminense, fora os chamados clubes pequenos, com problemas contratuais e salariais e que deveriam ser preservados dessa bagunça chamada de futebol carioca.

A história nos mostra que desde os últimos trinta anos, o futebol carioca é comandado por gestores que prezam pelo amadorismo, começando desde o Escândalo das papeletas amarelas que foi um episódio de suborno por parte do Flamengo, aos árbitros do Brasil, acontecido durante a década de 80. Os recibos do suborno eram de cor amarela, por isso o nome do escândalo. No último ano, Resultados de jogos da quarta divisão do Campeonato Carioca foram arranjados para favorecer máfias de apostadores, em uma investigação policial. Jogadores e dirigentes recebiam oferta de dinheiro para facilitar a vitória dos times adversários, clássicos com torcida única, volta olímpica dupla, WO, abandonos de campos... Só recordando algumas situações inusitadas em competições no estado do Rio de Janeiro.

Hoje notamos o retorno desses modelos de dirigentes trapalhões ao comando do futebol carioca, e nada fazem para elevar o nosso tão combalido esporte em um momento propício para estimular uma revolução de patamares morais, midiáticos e estruturais, remontando um modelo vencedor o qual nos trouxe cinco títulos mundiais, mas que já enxergamos no retrovisor, a Alemanha e Itália com um a menos e vemos a Europa disparar com 12 títulos mundiais contra nove do nosso continente americano.

Realmente, o futebol carioca atingiu outro patamar obscuro e tenebroso e precisa aproveitar essa nova onda para extinguir essa nova Pandemia apelidada de Cariocorona, com muita sabedoria e profissionalismo.


Epitacio Dantas.

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