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A opinião com respeito: "Home Office" por Demétrius Faustino


É verdade que desde o mês de março próximo passado até os dias atuais, o país está inerte em razão da pandemia do novo coronavírus, sem que uma série de questões tenham respostas, sendo a mais relevante, sobre quando teremos desenvolvido uma vacina, muito embora já exista avaliações clínicas. E ao revés do que se possa supor, o fato de os testes estarem sendo realizados aqui não é caso de nos vangloriar. As razões para as testagens serem feitas no Brasil são de ordem econômica, já que estamos bancando parte das pesquisas, e também porque somos o segundo país com maior incidência de casos e de mortes decorrentes do coronavírus. Ou seja, não faltam voluntários para se submeterem aos testes.

Mas mesmo na exaltação constante do noticiário, relatando sempre o aumento de casos de pessoas infectadas, que morreram ou escaparam, a onda do novo normal já começa a mudar o comportamento das pessoas, pois o que se vê nas ruas, é que nós brasileiros, também fomos eleitos pela vida para lidar com as grandes transformações, apesar de particularmente sermos adeptos ainda do “Fique em casa”.

Um lado positivo é que já se tem a certeza de que mesmo com o coronavírus o mundo não acabou, o que nos faz lembrar o ano de 1999, onde ocorreu o temível diagnóstico do “bug do milênio”, e que deveria ocorrer no réveillon seguinte. Ou seja, se comentava que com a mudança de dígitos, os computadores do planeta entrariam em pane e se certificaria a fé bíblica de que o mundo não superaria o ano 2000, o que também não ocorreu.

Em verdade a trajetória do homem na Terra é feita de baques, de fracassos e, mais vigorado que tudo, de reinícios. O despojamento para recomeçar é, e será sempre, um exercício cotidiano. Para tanto, precisamos no momento atual, de energia e de acautelamento, renunciando a mania da replicação pelo simples hábito da controvérsia. Daí não se deve criticar o novo normal, pois este tem seus lados positivos.

Um deles está no campo das atividades humanas, onde há profundas e radicais mudanças. Trata-se do home office que imposto pela necessidade do isolamento social, fez com que milhares de pessoas e empresas, de repente, saíssem de suas mesas nos escritórios para o confinamento dentro de casa. O home office, portanto, veio indubitavelmente para ficar, apesar de que, tem gente que gostou, e tem quem não gostou dessa mudança.

Quem não gostou vai se dar mal, pois grandes empresas e até as de menor porte, já proclamaram, que vão aprimorar a estrutura para manterem parte expressiva de seus quadros laborando de forma remota, pois essa nova forma de trabalho vai continuar sim. Para essa comprovação, é suficiente afirmar que a taxa de ocupação de prédios e casas usados como escritórios caiu, e vai baixar o preço dos imóveis e dos aluguéis. Até os projetos imobiliários estão sendo redesenhados para se adaptarem à vida do novo normal.

É que o trabalho em casa minimiza o custo das empresas e esta redução pode ser volvida em melhores condições de remuneração em pequeno espaço de tempo. Ademais, o lucro de produtividade, que era elemento até então desconhecido ou ignorado, se mostra real e acostado em duas ligas sólidas: a possibilidade real de estar com a família e pelo uso de recinto conhecido e próximo, no que melhora a qualidade de vida; e o proveito de tempo, já que a perda de horas no deslocamento entre a residência e a empresa e inversamente, não será mais necessário.

Lembrando ainda que também em função do isolamento social, as práticas antigas que estabeleciam o contato presencial como imprescindíveis nas estruturas de comunicação se ampliaram e alteraram de forma tal, que viraram o mundo de cabeça para baixo. O maior exemplo são as reuniões feitas através de computadores. Enfim, com a popularização dos canais de comunicação a distância está acessível.

Num país como o nosso, onde a má qualidade na educação atual é visível e gritante, um movimento como este não tem preço.

É hora também de as pessoas incrementarem suas carreiras, aproveitando o lado positivo dessa pandemia.

João Pessoa, agosto de 2020.


Demetrius Faustino

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