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ZEBA LYRA, a força dos degraus das conquistas.



Ano histórico 1962, segundo o horóscopo chinês , ano do Tigre e de grande metamorfose mundial, o papa João Paulo XXIII excomungaria o líder cubano Fidel Castro, Cuba e União Soviética firmariam um pacto bilateral, o presidente John F. Kennedy declararia embargo irrestrito a Cuba, o botafoguense Garrincha, sem a tutela do rei Pelé, nos consagraria bicampeões mundiais no Chile e culminando com a Crise dos mísseis de Cuba… Ufa, que ano!


José Alberto Peregrino Lyra, filho do Dr.Marito Lyra e Maria Augusta Peregrino Lyra, viria ao mundo na cidade de Natal, poucos metros da Barreira do Inferno (base americana localizada strategicamente na “capital do sol” durante a segunda grande guerra). Garoto impulsivo e com grau de pro atividade ao extremo , Zeba Lyra (assim foi apelidado ! ) foi se revelando entre Tatames , peladinhas de bairros , galhos de árvores , livros e ritmos carnavalescos . Papa-jerimum (Natalense) de nascença, mas pessoense de convicção e laços familiares, quis o destino que o Dr Marito Lyra fosse convidado pelo Prefeito Hermano Augusto de Almeida, para compor o seu governo municipal e posteriormente fundar a Secretaria de Cultura de João Pessoa tendo o garoto, aos 13 anos, iniciado um grande caso de amor pela cidade verde e pela sua cultura . O destino como sempre patriarcal em todas as suas obras, pactuou para que o garoto faixa verde no Judô e Taekwondo e peladeiro das horas restantes, desviasse sua trajetória e fosse brilhar em outras searas, conhecendo Sérgio Carneiro, Leonardo Lucena, Euclides Menezes, no ano de 1987, e criando seu espaço cultural próprio, onde não mais existiriam adversidades nem preconceitos e que todos se abraçassem em um só ritmo, direção e alegria, nascia as Virgens de Tambaú, o mais irreverente bloco de arrasto do mundo e integralmente made in João Pessoa!

Daí para o sucesso, um pulo!… As Virgens que partiria de uma brincadeira de adolescentes cresceu e ganhou traços e coloração no âmbito nacional e durante sete anos , potencializou-se de tal forma que tornou-se o algodão colorido e a cultura do abacaxi na nossa exportação cultural. Mas segundo Zeba Lyra, nos seus famosos bordões, “quando a gente dá uma topada é por que não estamos caminhando bem”. Em uma noite de euforia, a fatalidade prima-irmã da prudência, fez com que um condutor desavisado o fizesse colidir com um veículo estacionado, em locais e velocidades improváveis, dentro de uma vila militar na cidade de Natal. O acidente atingiu gravemente sua perna direita, E assim perdemos a alegria e a vontade alucinada de viver temporariamente de 1994 até 1995 , quando , sempre vencedor, levantou-se para concluir a sua vitoriosa obra, mas ainda inacabada, entre nós.

Passaram-se 10 anos, sofrendo dores sobre humanas e intensas, nem os analgésicos interagiam mais com o corpo e nem resistiria à falta de hipersensibilidade que se tornou a qualquer contato. Muitas tentativas de não amputar a perna, até que o limite chegou e assim foi feito.

Hoje aquele garoto sapeca e sorridente, do colégio marista Pio X e depois do CPU, credenciado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (RJ) que foi abduzido dos tatames e dos esportes para engrandecer a cultura, as artes e os livros (inspiração divina do querido Raimundo Nonato Bola) para desfilar e navegar no campo televisivo, jornalístico da radiofonia e de produção cultural, sem esquecer a nossa memória e de nossas raízes.

Referência ímpar em todos os meios culturais e artísticos, Zeba Lyra, cidadão pessoense com muita autoridade, chefe de família e de integridade irrepreensível, desfila com muita propriedade nas passarelas, avenidas e galerias de nossa cidade, ornamentado de confetes e serpentinas de uma vida pra lá de vitoriosa!

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